Quando a mordida desgasta os dentes, em geral há um desequilíbrio na forma como os dentes de cima e de baixo se encontram, muitas vezes somado ao bruxismo. Se o desgaste é extenso e atinge vários dentes, a reabilitação oral trata a causa e reconstrói o que foi perdido, em vez de apenas restaurar dente por dente.
Você sente dores ao mastigar ou percebe que seus dentes parecem mais curtos? O desgaste dentário é mais que um problema estético: quando é contínuo, costuma indicar que a oclusão não está funcionando bem.
Sem tratamento, o desgaste tende a progredir e pode sobrecarregar a articulação da mandíbula, com dor e disfunção. Por isso, vale avaliar cedo.
Reconhecendo os sinais de desgaste excessivo
Você precisa aprender a identificar os sinais de que sua mordida está desgastando seus dentes. Afinal, quanto mais cedo você buscar tratamento, menores serão os danos causados. Geralmente, as pessoas associam o desgaste apenas ao bruxismo, mas ele pode ter outras origens. Assim, observe atentamente a saúde dos seus dentes.
Indicadores visuais de alerta
Alguns sinais visuais denunciam que a sua mordida está causando danos excessivos. Você deve notar a mudança na aparência e na sensibilidade dos seus dentes.
- Os dentes da frente parecem achatados ou com as pontas lascadas, sugerindo um atrito noturno ou diário severo.
- Você nota que os dentes de trás (molares) apresentam sulcos e depressões, caracterizando um desgaste oclusal acentuado.
- O esmalte dentário perdeu o brilho e a cor natural, já que ele sofreu um afinamento gradual.
- Os dentes ficam mais amarelados ou escuros nas pontas, porque o esmalte se foi, e assim a dentina (camada interna) aparece.
Sinais funcionais e de dor
O desgaste não afeta somente a aparência dos dentes. Pelo contrário, ele compromete a sua qualidade de vida por meio da dor e da dificuldade de mastigação. Portanto, preste atenção às sensações que você sente.
- Você sente sensibilidade exagerada ao frio ou ao calor, visto que o desgaste expôs a dentina.
- O maxilar ou a face apresenta dor e fadiga muscular, principalmente ao acordar.
- Você pode notar estalos ou dificuldade para abrir a boca, o que indica envolvimento da Articulação Temporomandibular (ATM).
- Você percebe que a sua mordida parece “desencaixada” ou instável, o que dificulta a mastigação correta.
A origem do desgaste: Entendendo a oclusão
O desgaste dentário com frequência aponta para um problema de oclusão. A oclusão é a maneira como os dentes superiores e inferiores se encontram.
Se a sua mordida não está alinhada, então as forças mastigatórias se distribuem de maneira desigual, e assim elas causam estresse excessivo em alguns dentes. Consequentemente, esses dentes sofrem o desgaste.
Principais causas da má oclusão
Diversos fatores contribuem para uma mordida desequilibrada, o que leva ao desgaste. Você precisa identificar a origem para um tratamento eficaz.
- A ausência de um ou mais dentes permite que os dentes vizinhos se movimentem e fiquem desalinhados. Isto desorganiza toda a arcada.
- Você usa próteses antigas ou mal adaptadas, que não oferecem o suporte adequado para a mordida, logo a altura da mordida fica incorreta.
- Você sofre com o bruxismo (apertar ou ranger os dentes), o que aplica forças intensas e repetitivas nos dentes.
- Em alguns casos, problemas de desenvolvimento ou tratamentos ortodônticos incompletos levam ao mau encaixe das arcadas.
Outras causas de desgaste
Nem todo desgaste vem da mordida. A erosão ácida, causada por refluxo gastroesofágico ou consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas, amolece o esmalte e acelera a perda de estrutura. A escovação com força excessiva ou cremes muito abrasivos também desgasta os dentes, principalmente perto da gengiva. Muitas vezes, mais de uma causa atua ao mesmo tempo, e identificar cada uma faz parte do diagnóstico.
Quando o desgaste é amplo e envolve a mordida, a reabilitação oral é a abordagem que trata essas causas em conjunto e restaura o equilíbrio da boca.
Como a reabilitação oral corrige o desgaste
A reabilitação oral representa um conjunto de procedimentos integrados que visa restaurar a função mastigatória, a estética e a saúde da boca. Ela não corrige apenas o dente desgastado, mas também a origem do problema na mordida.
As etapas do tratamento de reabilitação oral
A sequência exata depende de cada caso, mas o tratamento costuma seguir estas etapas. O planejamento é a fase mais importante do processo.
- Diagnóstico completo: O dentista analisa a mordida, a ATM e a saúde gengival, investiga as causas do desgaste e usa exames de imagem e escaneamento digital para planejar o tratamento.
- Controle da causa e posição da mandíbula: Antes de reconstruir os dentes, o dentista busca controlar o que provoca o desgaste e definir a posição correta da mandíbula. Isso pode envolver o uso de placas oclusais e, em alguns casos, tratamento ortodôntico.
- Aumento da dimensão vertical: Muitas vezes, o desgaste reduziu a altura original dos dentes. Nesses casos, o dentista recupera essa altura, em geral testando primeiro com peças provisórias, para que a mandíbula volte a uma posição adequada.
- Restauração dos dentes desgastados: Com a mordida definida, coroas, facetas ou restaurações, conforme o caso, cobrem e protegem os dentes danificados e devolvem a forma perdida.
Um profissional com experiência em reabilitação oral coordena essas etapas para que o resultado seja funcional e duradouro.
Os benefícios da reabilitação oral contra o desgaste
Os benefícios da reabilitação oral vão além da aparência dos dentes e se refletem no dia a dia.
Vantagens funcionais
- A mastigação melhora, porque a força se distribui de forma mais equilibrada entre os dentes.
- Quando a dor de cabeça e a tensão na face vêm da mordida, elas costumam diminuir com a ATM trabalhando em posição mais adequada.
- A sensibilidade tende a diminuir, já que as restaurações cobrem as áreas de dentina exposta.
- Os dentes ficam mais protegidos contra novo desgaste, desde que a mordida esteja equilibrada e o bruxismo controlado.
Melhora na qualidade de vida
Além disso, a reabilitação oral devolve a confiança para o seu sorriso e para a sua interação social.
- Você sorri e fala com mais confiança, porque a estética dos seus dentes melhora consideravelmente.
- Você volta a comer com mais variedade, o que favorece uma alimentação equilibrada.
- Você aumenta a sua autoestima, consequentemente, você se sente melhor consigo mesmo em todos os aspectos da vida.
Por que escolher um especialista em reabilitação oral
A reabilitação oral exige conhecimento de várias áreas da odontologia. Por isso, procure um dentista especialista ou uma equipe que planeje e coordene todas as etapas. Os critérios para escolher a clínica estão detalhados em um guia próprio.
A importância do planejamento digital
Você encontra a precisão necessária para o tratamento no planejamento digital. Hoje, a tecnologia permite prever o resultado final antes de iniciar o trabalho.
- O escaneamento intraoral registra imagens detalhadas da boca e substitui a moldagem convencional em muitas etapas.
- O dentista usa softwares avançados para projetar o novo formato dos seus dentes e a nova mordida, ou seja, ele cria um “sorriso virtual”.
- Você visualiza o resultado esperado antes do tratamento, o que permite ajustes no planejamento.
- O planejamento digital reduz erros e melhora a adaptação das peças protéticas (coroas, facetas).
Assim, a reabilitação oral ganha previsibilidade.
Quando agendar uma consulta ao dentista?
O desgaste dos seus dentes é um sinal de alerta claro. Ele indica que a sua mordida está desequilibrada e precisa de correção. Sem tratamento, ele pode levar a fraturas, perda de dentes e problemas na ATM. A reabilitação oral trata a causa e restaura a função, a estética e a saúde da boca.
Se você percebeu sinais de desgaste ou dor, uma avaliação ajuda a identificar a causa e a extensão do problema. No Instituto Siguimi Tanigute, em Goiânia, raio-X, tomografia e escaneamento intraoral são feitos na própria clínica.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp para tirar suas dúvidas sobre o seu caso.